sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

INSUFICIÊNCIA RENAL

Revelado mecanismo por trás da rejeição do transplante de órgãos.


  A descoberta sugere novas terapias para evitar a rejeição crônica em pacientes transplantados e impedir a progressão do câncer


                                                                                        Foto: Divulgação / UCLA
   Pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCLA), Estados Unidos, identificaram o responsável pelas rejeições crônicas nos transplantes de pulmão, coração e rim.
As descobertas sugerem novas abordagens terapêuticas para a prevenção da rejeição de transplantes e impedir a progressão do câncer.
   A equipe se concentrou no mecanismo por trás do estreitamento dos vasos sanguíneos enxertados dos doadores, que impede o sangue de chegar ao órgão transplantado. Sem oxigênio e outros nutrientes, o órgão eventualmente falha, obrigando o paciente a voltar para a fila do transplante.
    "A rejeição crônica é a principal causa de falha do órgão no primeiro ano do transplante", explicou Elaine Reed, diretora do Centro de Imunogenética da UCLA. "Nos primeiros cinco anos, cerca de 40% dos órgãos após o transplante falham devido ao bloqueio dos vasos sanguíneos do enxerto. Atualmente, não temos maneira de tratar esta doença mortal ".
   Pesquisas anteriores descobriram que os pacientes cujos sistemas imunológicos fabricaram anticorpos para os antígenos leucocitários humanos (HLA) do doador tiveram maior risco de rejeição crônica.
   Neste estudo, Reed e seus colegas olharam como as moléculas HLA no tecido do doador ativam a resposta imunológica do paciente. A equipe examinou como os anticorpos do paciente acionam os sinais que estimulam o crescimento excessivo das células que revestem os vasos sanguíneos dentro do órgão transplantado.
   Os cientistas descobriram que a capacidade do HLA para estimular o crescimento celular e a circulação depende de um relacionamento com outra molécula, chamada integrina beta 4.
   "A integrina permite que as células sobrevivam e se espalhem, fator essencial para a progressão do tumor", disse Reed. "Nós suspeitamos que a integrina sequestra o HLA e assume suas funções. Quando suprimida a integrina, o HLA foi incapaz de fazer as células crescerem e se mover".
Inversamente, quando a equipe suprimiu o HLA, a integrina não pode mais suportar a comunicação das células com o ambiente. A descoberta mostra que o HLA é necessário para as funções regulamentadas pela integrina, como o movimento celular.
   "O nosso é o primeiro estudo a demonstrar uma ligação física e funcional entre o HLA e a integrina", disse Reed. "O papel do HLA em ajudar a integrina é uma função totalmente nova, que nunca descrita antes".
    Os resultados da pesquisa oferecem informações sobre os mecanismos moleculares que permitem o HLA estimular o crescimento e o movimento celular.
   O próximo passo da equipe será investigar como a integrina e o HLA funcionam em conjunto para promover o crescimento do câncer. A pesquisa sugere uma nova abordagem para travar a progressão da doença através da prevenção de angiogênese, processo pelo qual um tumor desenvolve a sua própria fonte de sangue.
    O estudo completo pode ser acessado na revista Nature.
 
 
Extraído do site: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/12806/ciencia-e-tecnologia/revelado-mecanismo-por-tras-da-rejeicao-do-transplante-de-orgaos

domingo, 28 de novembro de 2010

INSUFICIÊNCIA RENAL

Clínicas de Nefrologia em Alagoas- Adultos



  • Centro de Nefrologia de Maceió - CENEFROM
Responsável: Miguel Arcanjo da Silva Barbosa
Rua Deputado Eliseu Teixeira, 488
CEP: 57035240
Cidade: Maceió
Tel: 8233276312
Fax: 8233276312

  • Clínica Doencas Renais Ltda
Responsável: Arnon Farias Campos
Rua Prof. José da Silva Camerino, 1065
CEP: 57057250
Cidade: Maceió
Tel: 8233382210
Fax: 8233385076
Email:
sbr@veloxmail.com.br
  • Fundação Universitária Desenvolvimento e Pesquisa
Responsável: Maria Eliete Pinheiro Maux Lessa
Rua Lourival Melo Mota, s/n
CEP: 57000000
Cidade: Maceió
Tel: 8233222344
Fax: 8233222734
Email:
nefrologia@hu.ufal.br
  • Hospital Ortopédico de Maceió
Responsável: Patrícia Prutchansky
Rua Angelo Neto, 194
CEP: 57021530
Cidade: Maceió
Tel: 82 3360271
Fax: 82 33360271
Email:
paprutchansky@gmail.com
  • Instituto de Nefrologia Ribamar Vaz
Responsável: José Dagmar Ferreira Vaz
Rua Barão de Maceió, 288
CEP: 57020360
Cidade: Maceió
Tel: 8221236045
Fax: 8232211293
Email:
inv_scmm@yahoo.com.br
  • Serviço de Nefrologia/Hospital do Açucar Pronefrom
Responsável: Ebeveraldo Amorim Gouveia
Av. Fernandes Lima - Km 05, s/n - 1º Andar
CEP: 57035220
Cidade: Maceió
Tel: 8232415991
Fax: 82 3241 9020
Email:
ebeveraldo@uol.com.br
  • Unidade de Nefrologia de Alagoas - Unirim
Responsável: Fernando Melro Resurreição
Rua Ariosvaldo Pereira Cintra, 152
CEP: 57052580
Cidade: Maceió
Tel: 82 - 3338.1956
Email:
fresurreicao@uol.com.br

  • Instituto do Rim
Responsável: Francine Simone M. S. Almeida
Rua Esperedião Rodrigues, 112
CEP: 57300060
Cidade: Arapiraca
Tel: 8235221504
Fax: 8235221091
  • Nephron - Hospital Chama
Responsável: Indalécio Magalhães
Rod. Al 220 - Km 04
CEP: 57308000
Cidade: Arapiraca
Tel: 8235221929
Fax: 8235221929
Email:
indaleciom@hotmail.com



  •  Clínica de Doenças Renais de Palmeira dos Índios
Responsável: Flávio Teles de Farias Filho
Av. Deputado Medeiros Neto, 75
CEP: 57601370
Cidade: Palmeira dos Índios
Tel: 82 - 3421.3390
Email:
ccdrpalmeira@hotmail.com
  • Núcleo de Hemodiálise Graciliano Ramos Ltda. - Nephron II
Responsável: Milton Tenório Marques
Rua Bráulio Montenegro, 259
CEP: 57601440
Cidade: Palmeira dos Índios
Tel: 8234213381
Fax: 8235221929






Clínicas de Nefrologia em Maceió- Crianças


  • CENEFROM - CENTRO DE NEFROLOGIA DE MACEIÓ
Responsável: DR. MIGUEL ARCANJO BARBOSA
RUA DEPUTADO ELISEU TEIXEIRA
CEP: 57035-240
Cidade: MACEIÓ
Tel: 82 – 3327.6312
Fax: 82 – 3327.6312
Email:
cenefrom@bol.com.br
  • CENTRO INTEGRADO DE NEFROLOGIA - HU/UFAL
Responsável: DRA. MARIA ELIETE PINHEIRO MAUX LESSA
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROF. ALBERTO ANTUNES
CEP: 57000-000
Cidade: MACEIÓ
Tel: 82 - 322.2344
Fax: 82 - 322.2494
Email:
mvlv@fapeal.br




Mais informações sobre Centros de Nefrologia no Brasil, acesse: http://www.sbn.org.br/leigos/index.php?centrosNefrologia

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

INSUFICIÊNCIA RENAL

Serviço de nefrologia do HGE será ampliado após conclusão das obras de reforma.


   A aquisição dos novos equipamentos faz parte da estratégia para assegurar toda a infraestrutura necessária ao atendimento dos pacientes.
 
Repórter: Ednar Costa

   Médicos e enfermeiros do Hospital Geral do Estado (HGE) foram treinados sobre o funcionamento de duas novas máquinas de hemodiálise, que vão garantir a ampliação do serviço de nefrologia e melhoria da assistência aos pacientes graves que possuem insuficiência renal. Representantes do fabricante dos equipamentos repassaram informações técnico-operacionais sobre o seu devido manuseio.
   A aquisição dos novos equipamentos faz parte da estratégia da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e da gerência do HGE para assegurar toda a infraestrutura necessária ao atendimento dos pacientes.
   “Com o término das obras de reforma e ampliação do hospital, será imprescindível mais equipamentos. Por isso estamos nos antecipando na organização dos serviços”, informou Carlos Alberto Gomes, gerente geral do HGE, acrescentando que a Sesau já está providenciando processo licitatório para aquisição de kits de hemodiálise destinados às novas máquinas.
   De acordo com Carmen Dantas, gerente de enfermagem do HGE, os equipamentos possuem tecnologia de ponta e deverão entrar em funcionamento nos próximos meses. “Além do conhecimento técnico, os profissionais participaram de discussão de casos clínicos“, informou.
   Carlos Alberto Gomes destacou que o atendimento de pacientes graves no hospital geral teve um salto de qualidade com a implantação do serviço de hemodiálise, que passou a acolher de forma integral aqueles que apresentam insuficiência renal.
   “Com as sessões de hemodiálise sendo realizadas no HGE, deixamos de transferir pacientes graves internados com doença renal aguda para outras unidades hospitalares. Essa nova logística do serviço de nefrologia possibilitou um avanço na atenção à saúde de alta complexidade prestada pelo SUS em Alagoas”, destacou.

INSUFICIÊNCIA RENAL

A política Nacional de Transplantes


    A política Nacional de Transplantes de órgãos e tecidos está fundamentada na Legislação (Lei nº 9.434/1997 e Lei nº 10.211/2001), tendo como diretrizes a gratuidade da doação, a beneficência em relação aos receptores e não maleficência em relação aos doadores vivos. Estabelece também garantias e direitos aos pacientes que necessitam destes procedimentos e regula toda a rede assistencial através de autorizações e reautorizações de funcionamento de equipes e instituições. Toda a política de transplante está em sintonia com as Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, que regem o funcionamento do SUS.


Para saber Legislação sobre o Sistema Nacional de Transplantes entre no site: http://portal.saude.gov.br/portal/saude

terça-feira, 23 de novembro de 2010

INSUFICIÊNCIA RENAL

Valor da hemodiálise é reajustado, e investimento no setor é de R$ 200 milhões


 
Quatro procedimentos de Terapia Renal Substitutiva terão aumento de 7,5% no valor da sessão. Medida amplia oferta de serviços no SUS

    A partir do próximo dia 1º, os serviços de hemodiálise em todo o país terão garantidos um incremento de aproximadamente R$ 200 milhões do orçamento do Ministério da Saúde. A medida beneficiará diretamente cerca de 70 mil doentes renais atualmente atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos serão liberados por meio de portaria que será publicada na próxima semana e serão destinados ao reajuste de 7,5% no valor das sessões de hemodiálise como também à ampliação da oferta dos serviços na rede de saúde.
  Os investimentos do governo federal no setor de hemodiálise foram anunciados pelo Ministério da Saúde durante encontro, na tarde desta quinta-feira (9), entre representantes do ministério, da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e da Associação Brasileira dos Centros de Diálises e Transplantes (ACDT). Para o reajuste no valor das sessões serão destinados R$ 122 milhões por ano.
  O restante do investimento (cerca de R$ 78 milhões) será aplicado no chamado “encontro de contas”; isto é, na rechecagem da produção de hemodiálises pelos serviços habilitados em todo o país. “As medidas têm o objetivo de identificar a real demanda por este tipo de procedimento e, a partir disso, ampliarmos e aprimorarmos os atendimentos”, explica o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Alberto Beltrame. Todo ano, o SUS absorve cerca de cinco mil novos doentes renais.

REAJUSTES – Os percentuais de reajuste nos serviços de hemodiálise foram definidos a partir de negociações com as entidades representativas do setor e com base em parâmetros obtidos a partir de estudo técnico realizado pelo Ministério da Saúde. O aumento em 7,5% incidirá nos valores de quatro procedimentos.
  Todos eles referem-se à tabela da Terapia Renal Substitutiva (TRS). São dois procedimentos de hemodiálise realizados de uma a três vezes por semana. Essas sessões passarão a custar R$ 155. Os outros dois procedimentos de hemodiálise que sofrerão reajuste estão relacionados ao tratamento de pacientes portadores de HIV. Nestes casos, os valores aumentarão de R$ 213,76 para 229,79.
  “Este investimento é resultado de um grande esforço orçamentário do Ministério da Saúde”, afirma o secretário Alberto Beltrame que, durante o encontro com representantes da SBN e da ABCDT, destacou a importância da manutenção do diálogo entre o governo e o setor para a permanente qualificação dos serviços de hemodiálise no país. As entidades que participaram do encontro aprovaram os investimentos anunciados e reconheceram a dedicação e a transparência do ministério no processo de negociação.

ESTUDO – A análise realizada pelo Ministério da Saúde para a definição técnica do reajuste de 7,5% no valor dos procedimentos é resultado de consultas a cerca de 20% do total de clínicas (aproximadamente, 630) que atualmente estão habilitadas para oferecer serviços de hemodiálise por meio do SUS. As unidades preencheram um questionário que avaliou desde aspectos gerais dos serviços (tamanho, localidade, instalações/equipamentos, aquisição de insumos/escala de atendimento, tributação) até o custo deles com recursos humanos.
  O levantamento feito pelo ministério é um recorte de um grande estudo sobre o setor que está sendo realizado pelo Ibope em parceria com o Hospital Oswaldo Cruz. A expectativa é que esse amplo diagnóstico seja concluído até o final deste ano.

IMPACTO– Somente em 2009, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,6 bilhão nos serviços de hemodiálise pelo SUS. Este valor corresponde a um acréscimo de 141% em relação a 2001. Com os R$ 200 milhões de incremento, o investimento do governo federal no setor chegará a R$ 1,8 bilhão.
  A rede pública conta com cerca de 630 serviços habilitados para o atendimento a doentes renais, que recebem atendimento integral e gratuito. Em 2004, eram 483 unidades. Todos os estados e o Distrito Federal têm pelo menos um serviço habilitado.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

INSUFICIÊNCIA RENAL

Pacientes graves com insuficiência renal têm tratamento especializado no HGE

   
  
        Desde março, HGE dispõe de quatro máquinas de hemodiálise para assegurar o tratamento de pacientes graves internados
    Medidas simples como praticar exercícios físicos, ter uma dieta saudável, não fumar e controlar a hipertensão e o diabetes podem prevenir o surgimento das doenças renais. Para aqueles que já desenvolveram insuficiência renal, a hemodiálise é um dos tipos de tratamento que garante a melhoria da qualidade de vida.
    Para pacientes que estão internados em unidades hospitalares e são portadores de insuficiência renal, poder contar com um serviço de hemodiálise que faz toda a diferença na assistência à saúde. Esse é o caso do Hospital Geral do Estado (HGE), que desde março dispõe de quatro máquinas de hemodiálise para assegurar o tratamento de pacientes graves internados.
     De acordo com o gerente geral do HGE, Carlos Alberto Gomes, o atendimento de pacientes graves no hospital geral teve um salto de qualidade com a implantação do serviço de hemodiálise, que passou a acolher de forma integral aqueles que apresentam insuficiência renal.
    “Com as sessões de hemodiálise sendo realizadas no HGE, deixamos de transferir pacientes graves internados com doença renal aguda para outras unidades hospitalares. Essa nova logística do serviço de nefrologia possibilitou um avanço na atenção à saúde de alta complexidade prestada pelo SUS em Alagoas”, destacou.
    A médica nefrologista, Luciana Sampaio, informou que o serviço de nefrologia do hospital é formado por uma equipe de oito médicos nefrologistas, uma enfermeira e dois técnicos de enfermagem.
   “As sessões de hemodiálise são realizadas no período da tarde e tem como objetivo aumentar a sobrevida dos pacientes graves que não têm condições de serem transferidos para realizar diálise”, explicou, acrescentando que desde a implantação do serviço já foram feitas cerca de 170 sessões de diálise.

Tratamento - A hemodiálise é uma terapia de substituição renal, que consiste na remoção do líquido e substâncias tóxicas do sangue com um rim artificial. É o processo de filtragem e depuração de substâncias indesejáveis do sangue como a creatinina e a uréia.
    Os especialistas recomendam que a população faça, uma vez por ano, exames laboratoriais para avaliar a função dos rins, como sumário de urina e exame de sangue para verificação da dosagem de uréia e creatinina.
    As pessoas que são acometidas por doenças que levam a perda das funções dos rins podem apresentar sintomas como fraqueza, perda de apetite, náuseas, vômitos, inchaços, palidez, falta de ar e anemia.

Fonte : Agência Alagoas

INSUFICIÊNCIA RENAL

LISTA DE ESPERA DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃO


Extraído do site: http://portal.saude.gov.br/

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

INSUFICIÊNCIA RENAL

           Brasil poderá adotar nova técnica de transplante em 3 anos

 

Em pelo menos três anos o país pode adotar uma nova técnica de transplante que permitirá usar qualquer órgão de pacientes que chegam à emergência dos hospitais e acabam morrendo. Atualmente, só se retiram órgãos de pacientes com morte encefálica. A técnica já é usada em outros países com sucesso.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Valter Garcia, que participou do simpósio Doação e Órgãos e Transplante no Brasil: Situação Atual e Propostas de Aprimoramento, na Sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), esse processo requer uma série de aprimoramentos do sistema de saúde, além de mudanças na legislação e informação da população.
"Porque uma pessoa que chega na emergência e morre ali, se for colocada em circulação extra corpórea rapidamente, pode ter alguns órgãos que ficam viáveis por algumas horas. Mas hoje no Brasil é proibido mexer no cadáver sem autorização da família. Vamos ter que mudar a lei, mas para isso temos que passar por programas e entrevistas na mídia explicando para a população para que ela peça essa alteração".
De acordo com Garcia, esse tipo de doador tem aumentado de 20% a 40% o número de transplantes no mundo. No Brasil esse número pode chegar a 20%, pelo menos. "Nós sempre teremos mais necessidade do que doadores. A não ser que mude o paradigma e passemos a utilizar o doador após a parada do coração, porque o número de morte encefálica é menor do que o número de pessoas que ingressam em fila de transplante".
Garcia disse que a situação atual dos transplantes é mais "confortável" do que era três anos atrás. Ele explicou que a melhora ocorreu de 1997 a 2004 e de 2005 até o primeiro semestre de 2007, a partir de quando houve uma queda. Em seguida houve uma recuperação que já passou os níveis de 2004. "Mas o caminho é muito árduo porque nós temos que, nos próximos 10 anos pelo menos, duplicar o número de transplantes e de doações no país porque a demanda é muito grande. A fila está aumentando. Nós só vamos equilibrar a fila possivelmente daqui a dez anos".
Entre os órgãos mais demandados estão os rins, com 34 mil pessoas na fila em todo o Brasil. Acontecem no País cerca de 13 mil mortes encefálicas, das quais 6 mil são notificadas e apenas 1,3 mil se tornam doadores. A cada ano, aproximadamente 13 mil pessoas entram na fila do transplante. "Por isso, só com doador em morte encefálica não vamos terminar com a fila.
No caso do rim, a fila é grande porque o paciente conta com a diálise, que o mantém vivo enquanto o transplante não ocorre". No caso dos transplantes de fígado, explicou Garcia, a entrada na fila é praticamente igual à de pacientes de rim, mas quem não consegue o transplante acaba morrendo rapidamente.
No caso de transplante de córneas a entrada de pacientes na fila é maior, mas como é mais fácil obter córneas, a fila não permanece grande. As córneas para doação podem ser retiradas até seis horas depois da parada do coração. "A fila está quase desaparecendo em todos os estados, principalmente em São Paulo. Possivelmente em dois ou três anos, se continuar melhorando, podemos chegar próximo de zero". Para transplantes de coração a lista de espera é pequena, porque há diversos medicamentos que evitam a necessidade do transplante. No entanto, quando o paciente entra na fila, já está muito doente.
Garcia ressaltou que São Paulo é o estado onde mais se fazem transplantes no Brasil em números absolutos, porque tem a maior população. Em números relativos, aparecem Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. "Esses três são os que têm o sistema mais organizado. Muita gente vai para esses estados, mas as pessoas do Norte e Nordeste também vão para o Ceará, que tem o sistema muito organizado também".
       Segundo o médico, esse deslocamento é difícil e o ideal seria que houvesse condição de realizar transplantes em cada estado ou região. "Para isso falta organização, educação, equipamentos, hospitais e profissionais capacitados, equipes 24 horas por dia, senão perde-se o doador".


Extraído do site: http://noticias.terra.com.br

INSUFICIÊNCIA RENAL

Insuficiência Renal no Brasil

Aproximadamente 13 milhões de brasileiros apresentam algum grau de problema renal, segundo o levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). O número é duas vezes maior do que há dez anos. Desse total, 95 mil estão em estágio grave, dependendo de hemodiálise ou na fila do transplante, e os casos vêm crescendo a um ritmo de 10% ao ano. O número de pacientes é inferior ao que deveria ser identificado. O aumento dos casos de diabetes e hipertensão, são os principais fatores que levaram a um incremento desses dados. Segundo dados da Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo (Sonesp), 58 milhões de pessoas correm o risco de desenvolver algum tipo de problema no rim por pertencerem ao grupo de risco: têm histórico da doença na família, são idosos, obesos, diabéticos ou hipertensos. Essas duas últimas doenças, muito conhecidas dos brasileiros, respondem por 60% dos casos. A insuficiência renal é silenciosa e quando o corpo dá sinais claros e visíveis de que algo está errado em geral o órgão já perdeu 50% de sua capacidade.
Por este motivo, 70% das mortes por insuficiência renal acontecem antes mesmo do diagnóstico, conforme estudo da Fundação Pró-Renal, entidade filantrópica que dá assistência a pacientes crônicos. Outro fator que contribui para o alto índice de mortalidade da doença é a falta de vagas para a realização de hemodiálises. Seis mil pacientes por ano não têm acesso ao tratamento ambulatorial que seria fundamental para mantê-los vivos, 90% da população com a doença fazem tratamento pelo Sistema Único de Saúde. E a quantidade de clínicas disponíveis é a mesma há muitos anos. A fila de espera, no entanto, aumenta a cada ano. De acordo com o levantamento realizado no primeiro semestre de 2009 pelo Ministério da Saúde, 31.270 pessoas faziam parte dela. No mesmo período, foram realizados 1.237 transplantes. A recomendação dos médicos é a mesma para todos, inclusive para os que não têm essas doenças: a partir dos 55 anos, toda pessoa deve fazer exames de urina para detectar a presença ou não de albumina e também a dosagem da creatinina no sangue. Duas medidas simples que podem evitar a insuficiência e até a um quadro crônico. Quem faz parte do grupo de risco deve fazer esses exames já a partir dos 30 anos.

 Extraído do site: http://www.tvcanal13.com

INSUFICIÊNCIA RENAL

Vigilância Sanitária inspeciona hemodiálise do Hospital do Açúcar
    
  Foram verificados o sistema de tratamento de água e as condições físicas das máquinas que realizam a hemodiálise
  • Assessoria - Sesau
Cumprindo uma determinação da procuradoria do Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), técnicos da Vigilância Sanitária Estadual realizaram uma inspeção, nesta quarta-feira (27/01/10), na clínica de hemodiálise do hospital do Açúcar e não encontraram nenhuma irregularidade.
Durante o monitoramento, foram verificados o sistema de tratamento de água e as condições físicas das máquinas que realizam a hemodiálise. A equipe também coletou amostras da água utilizada para abastecer a unidade de saúde e encaminhou ao Laboratório Central de Alagoas (Lacen) para análise pelos técnicos do laboratório de físico-química e microbiologia de produtos. O resultado deverá ser apresentado num prazo de dez dias.
 Segundo a assessora técnica da Vigilância Sanitária Estadual, Ione Almeida e a gerente de Serviços de Comércio de Alimentos, Márcia Alves, após a inspeção, foram comprovadas que a estrutura física e os equipamentos disponibilizados para a realização dos procedimentos atendem aos pré-requisitos estabelecidos pela Anvisa.
 Caso se constate alguma irregularidade, ainda de acordo com a assessora técnica Ione Almeida, a direção do hospital do Açúcar terá que se adequar. “Qualquer problema no processo de hemodiálise pode trazer danos irreparáveis à saúde dos pacientes que sofrem de insuficiência renal, por isso nosso trabalho deve ser bem criterioso”, frisou, ao destacar que algumas pendências constatadas anteriormente no local já foram sanadas, a exemplo da troca de máquinas de hemodiálise e do cardiógrafo.
 Pendência – A gerente de Serviços de Comércio de Alimentos, Márcia Alves, salientou que a unidade hospitalar ainda possui uma pendência a ser regularizada. “Trata-se do curso de especialização para os enfermeiros, que já teriam concluído o curso na Uncisal, mas ainda não receberam os certificados de conclusão, que é uma das exigências para atuar em um serviço de hemodiálise”, disse.


Extraído do site: http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=194684

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

INSUFICIÊNCIA RENAL

Tratamentos


Há vários tipos de tratamento para substituir a função renal. E o melhor modo para descobrir qual será o tratamento adequado, será observando como está as condições clínicas de cada paciente, pode haver preferência entre um ou outro método, mas quem decide qual o melhor tratamento é o médico, em conjunto com o paciente e sua família, de acordo com seu quadro clínico e estilo de vida.
Em um dos tipos está o tratamento conservador, é adotado para os pacientes que ainda tem o que chamamos de função residual. Este tratamento tem o objetivo de retardar o inicio da terapia dialítica por meio de suporte médico, nutricional e medicamentoso.
Terapia renal substitutiva (hemodiálise ou diálise peritoneal).
A hemodiálise é o método de diálise mais utilizado em todo o mundo. Ele envolve o desvio de sangue do organismo do doente para um dialisador no qual ocorre a difusão e a ultrafiltração e depois reencaminha para a circulação do doente.
A hemodiálise é um procedimento que filtra o sangue. Através da hemodiálise são retiradas do sangue substâncias que quando em excesso trazem prejuízos ao corpo, como a uréia, potássio sódio e água.
A hemodiálise é feita com a ajuda de um dialisador (capilar ou filtro). O dialisador é formado por um conjunto de pequenos tubos chamados "linhas". Durante a diálise, parte do sangue é retirado do corpo, passa através da linha em um lado, onde o sangue é filtrado e retorna ao paciente pela linha do lado oposto. Atualmente tem havido um grande progresso em relação a segurança e a eficácia das máquinas de diálise, tornando o tratamento bastante seguro. Existem alarmes que indicam qualquer alteração que ocorra no sistema.
                                                                                              
           

                       
Dialisador                                                                     Diálise                                               
   

Em geral, a hemodiálise é feita três vezes por semana, com duração de quatro horas cada sessão. Podem existir variações neste tempo de acordo com o tamanho e a idade do paciente, assim como em uma mulher grávida. Adultos de grande porte podem necessitar de um tempo maior. Atualmente, podemos medir a quantidade de diálise e podemos mudar essa quantidade, aumentado ou diminuindo o tempo de diálise, o número de sessões semanais, o fluxo de sangue ou o tamanho do dialisador. O médico é quem determina a quantidade de hemodiálise que o paciente precisa de acordo com o estado de atividade do corpo, da alimentação e ingestão de líquidos. O objetivo do tratamento é que o paciente esteja sempre se sentindo bem, bem nutrido, livre de inchaços, com a pressão controlada e com os exames de sangue mostrando quantidade aceitável de potássio, uréia, etc.
A hemodiálise é feita por um tubo (cateter) que é colocado em uma veia grossa que é o acesso vascular para hemodiálise. É o que permite a retirada e a devolução do sangue para a pessoa. O tipo mais freqüente de acesso vascular é a fístula. Consiste numa ligação entre uma artéria e uma veia através de uma pequena cirurgia.Esta ligação permitirá a colocação de duas agulhas por onde o sangue sairá para o dialisador e depois será devolvido para a pessoa.

 




Fístula Arteriovenosa


Os medicamentos usados na hemodiálise são algumas vitaminas pois durante o tratamento perde-se, e a ingestão de vitaminas repõe o seu nível. O acetato ou Carbonato de Cálcio, vai fornece um suplemento de cálcio, além de evitar a absorção do fósforo e diminui a acidose do sangue. Reduzindo a absorção de fósforo evita-se a doença óssea do doente renal. Eritropoetina, aumentará a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea e corrigirá a anemia. Os anti-hipertensivos, será usado pelos pacientes com hipertensão arterial que não baixa depois da sessão. Quaisquer desses medicamentos, só deverá ser utilizado conforme orientação médica.
A hemodiálise tem seus riscos como qualquer tipo de tratamento e apresenta complicações que devem ser evitadas como: hipertensão arterial, anemia severa, descalcificação, desnutrição, hepatite, aumento do peso por excesso de água ingerida e complicações das doenças que o paciente é portador. Por isso, os médicos controlam e tratam os problemas clínicos (edema, pressão alta, tosse, falta de ar, anemia) em cada sessão de hemodiálise.
Uma vez por mês solicitam exames de sangue para ver como estão as taxas de uréia, fósforo e ácido úrico e observam o estado dos ossos para evitar a descalcificação. Orientam a dieta controlando as calorias, o sal e as proteínas para o controle da nutrição.
Na Diálise Peritoneal, não ocorre à circulação extracorpórea do sangue. O filtro é uma membrana do próprio organismo chamada peritônio, que reveste toda a cavidade abdominal. Neste processo uma solução de diálise é infundida na cavidade peritoneal e ocorre o transporte transcapilar de água e solutos através do peritônio, o qual funciona como uma membrana natural impermeável.  A solução permanece por um período necessário para que se realizem as trocas. Cada vez que uma solução nova é colocada dentro do abdômen e entra em contato com o peritônio, ele passa para a solução todos os tóxicos que devem ser retirados do organismo, realizando a função de filtração, equivalente ao rim.
Para realizar a mesma função de um rim normal trabalhando durante quatro horas, são necessárias 24 horas de diálise peritoneal ou 4 horas de hemodiálise.
A diálise peritoneal realizada no hospital é planejada segundo as necessidades do paciente, tendo em vista a situação da insuficiência renal terminal.
A diálise também pode ser realizada no domicílio do paciente, em local limpo e bem iluminado. O próprio paciente introduz a solução na cavidade abdominal, fazendo três trocas diárias de quatro horas de duração e, depois de drenada, nova solução é introduzida e assim por diante. Dependendo do caso, pode permanecer filtrando durante a noite.
Usando qualquer um dos tipos de tratamento em substituição ao funcionamento normal do rim, o organismo se manterá em equilíbrio se o paciente seguir uma dieta adequada, fizer uso correto das medicações prescritas e seguir as orientações fornecidas pelo seu centro de diálise. Consulte um médico a respeito do melhor tratamento indicado em cada caso particular.

O Transplante Renal é a substituição dos rins doentes por um rim saudável de um doador. É o método mais efetivo e de menor custo para a reabilitação de um paciente com insuficiência renal crônica terminal.
Um cirurgião coloca o novo rim dentro de seu corpo entre a parte superior da coxa e o abdômen. O cirurgião conecta a artéria e veia do novo rim em sua artéria e veia. Seu sangue flui pelo novo rim e produz urina, da mesma maneira como faziam seus próprios rins quando eram saudáveis. O novo rim pode começar a trabalhar imediatamente ou pode levar algumas semanas para funcionar. Seus próprios rins permanecem onde eles estão, a menos que estejam causando infecção ou hipertensão.
O rim pode ser doado por um membro de sua família. Este tipo de doador é chamado de doador vivo-relacionado. Também por uma pessoa que morreu recentemente. Este tipo de doador é chamado um doador cadáver. Um cônjuge ou o amigo muito íntimo pode doar também, este tipo de doador é chamado de doador vivo-não relacionado.
É muito importante que o sangue e tecidos do doador sejam compatíveis. Esta compatibilidade ajudará a impedir que o sistema imunológico de seu organismo passe a agredir, ou rejeitar, o novo rim. Com isso haverá testes especiais nas células sanguíneas para descobrir se seu corpo aceitará ou não o novo rim.
O tempo que leva para se conseguir um rim varia. Não há número suficiente de doadores cadáver para todas as pessoas que precisam de um transplante. Por causa disto, você deve ser colocado em uma lista de espera para receber um rim de doador cadáver. Porém, se um parente lhe doa um rim, o transplante pode ser feito mais cedo.
A cirurgia dura de 3 a 6 horas. A permanência habitual no hospital pode durar de 05 a 10 dias. Depois que você deixa o hospital, você irá para o ambulatório para visitas de acompanhamento regulares.
Se um parente ou amigo íntimo lhe doa um rim, ele ou ela provavelmente ficará no hospital durante uns 03 ou 04 dias.
O transplante não é uma cura. Sempre há uma chance de seu organismo rejeitar seu novo rim, não importa quão boa foi a compatibilidade. A chance de seu corpo aceitar o novo rim depende de sua idade, raça, e condições clínicas.
Normalmente, 75 a 80 por cento de transplantes de doadores cadáver estão funcionando um ano depois de cirurgia. Porém, transplantes de parentes vivos funcionam freqüentemente melhor do que transplantes de doadores cadáver. Isso ocorre porque eles normalmente tem uma melhor compatibilidade.
Seu médico lhe dará drogas especiais para ajudar a prevenir a rejeição. Esses medicamentos são chamados imunosupressores, que precisará tomar diariamente para o resto de sua vida.

Após a cirurgia, iniciam-se os cuidados médicos que vão durar para toda a vida do transplantado. Exames clínicos e laboratoriais são feitos diariamente durante os primeiros 15 a 30 dias, depois duas vezes por mês. Os três primeiros meses são os mais difíceis e perigosos, porque é o período no qual ocorre o maior número de rejeições e complicações infecciosas.         A partir do terceiro mês, iniciam-se os exames mensais durante 6 meses. E o controle vai se espaçando conforme a evolução clínica e o estado do rim. Nunca, sob hipótese alguma, o paciente pode interromper ou modificar a medicação, ou deixar de fazer os exames indicados. É uma obrigação para o resto da vida. Uma falha pode ser fatal. A crise de rejeição pode ocorrer a qualquer momento, mesmo após muitos anos de um transplante bem sucedido. 


Mais informações sobre transplante é só acessar:
Manual de Transplante.
http://www.abto.org.br/abtov02/portugues/profissionais/biblioteca/pdf/manual_transplante_rim.pdf

Outras informações no site
 http://portal.saude.gov.br

Campanha Doação de Órgãos 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

INSUFICIÊNCIA RENAL

Insuficiência renal e suas "alterações".

A produção de hormônios está intimamente relacionada com a função renal. Quando temos alteração na função renal temos conseqüências na reabsorção e excreção de hormônios assim como pode haver estímulo a produção aumentada ou diminuição na secreção de alguns hormônios. As alterações hormonais de maior relevância que encontramos na insuficiência renal são:

Alterações digestivas
Náuseas e vômitos, ou mau hálito com discreto odor de urina é um dos primeiros sintomas da uremia. Outras alterações importantes são a gastrite, as úlceras e as hemorragias digestivas, que se manifestam por dor na região do estômago ou ainda vômitos ou fezes com sangue vivo ou escurecido.  
        Para tratar comunique ao seu médico todas as alterações que está apresentando. O uso de medicações para controle de vômitos e das dores estomacais pode se fazer necessário, porém, deve ser recomendado apenas por um médico. O sangramento digestivo é motivo para que você procure assistência médica imediata.

Alterações Cardiovasculares
A perda progressiva das funções Renais provoca Hipertensão Arterial ou seu agravamento. O aumento da pressão é percebido como dor de cabeça, dificuldade visual, cansaço, falta de ar e ainda aumenta o risco de infarto e acidentes vasculares.
Para controlar, mais uma vez seu médico deve estar informado sobre a presença desses sintomas. O uso regular dos anti-hipertensivo recomendados, bem com de medicações para combater anemia ou para controle das alterações cardíacas e, ainda o controle da ingestão de líquidos, reduz os sintomas decorrentes das alterações cardiovasculares.

Alterações Neurológicas
O acúmulo de substancias tóxicas pode ser sentido como dores de cabeça, insônia ou sonolência excessiva, diminuição da sensibilidade, dores ou formigamento nas mãos e nos pés e cãibras.
Esses sintomas ocorrem com a progressão da doença renal, portanto, todas as medidas citadas para o controle da progressão da doença farão com que as alterações neurológicas não aconteçam.

Alterações na pele
O prurido (sensação de coceira) é um sintoma bastante comum que se intensifica com a perda progressiva da função renal. Junto podem aparecer manchas arroxeadas e as feridas decorrentes do próprio ato de coçar a pele. Pode ser observada também uma progressiva mudança da coloração normal da pele que se torna cor de palha, em decorrência do acumulo de toxinas associado à anemia que comumente está presente.
Mantenha sua pele limpa e hidratada e as unhas cortadas e limpas. Evite coçar a pele. Informe seu médico se acontecer piora da coceira ou se ela está insuportável, pois o ato de coçar pode ser a porta de entrada para germes que causarão infecções.

Alterações ósseas
Os rins tem um papel fundamental no metabolismo dos ossos, pois ativam a vitamina D que é a responsável pela absorção do cálcio presente nos alimentos que comemos e que deve ser incorporado aos ossos para mantê-los íntegros e fortes.
        Os rins são também responsáveis pela eliminação do excesso de fósforo. O ideal é o equilíbrio das quantidades de cálcio e fósforo no sangue. Porém, com a perda da função renal, a absorção do cálcio nos intestinos é reduzida, diminuindo seu teor no sangue. Ocorre também menor eliminação de fósforo, o que faz com que esse elemento aumente no sangue, havendo um desequilíbrio que resulta na fraqueza dos ossos, manifestada por dores e fraturas.
Para cuidar dos ossos siga rigorosamente a dieta e o uso das medicações recomendadas para controle de problemas ósseos, como as medicações à base de cálcio.

Alterações sanguíneas
Os rins produzem um hormônio, a eritropoetina, que estimula a produção e o amadurecimento das células vermelhas do nosso sangue, chamadas hemácias e a incorporação do ferro dentro das hemácias.
        A anemia é conseqüência da falta do estimulo para a produção das hemácias, isto é da falta da eritropoetina. Se há menor número de hemácias ou se elas contém menos ferro que o necessário, fica comprometida a principal função dessas células, o transporte de oxigênio que respiramos para as células de todo corpo e ainda o transporte de volta de gás carbônico que é produzido pelas células e que deve ser expelido para fora do corpo, através do ar que sai pelos pulmões.
       A menor ingestão de ferro em razão das dietas restritas em carnes e verduras, e ainda os sangramentos digestivos e a menor absorção de ferro pela própria condição de uremia faz com que a anemia se acentue.
         
Outras alterações importantes
A diminuição da atividade sexual pode ocorrer em razão das alterações hormonais que acompanham a falência renal. É importante que você compreenda que isso faz parte da própria doença e o diálogo com o(a) parceiro(a) traz soluções, alternativas e melhor compreensão de seus problemas.
Uma alteração que também acontece é a da coagulação. Isto significa que são mais comuns os hematomas (manchas roxas) em conseqüência de traumas e sangramentos mais importantes quando há ferimentos ou cortes. Portanto tome cuidado especial, evitando assim, se expor a situações de perigo. É natural a diminuição progressiva da quantidade de urina eliminada por dia, o que se deve pela redução da capacidade de filtração dos rins. A conseqüência imediata é que todo o liquido tomado seja em forma de água, refrigerantes, sucos, sopas ou ainda provenientes de frutas, converta-se em liquido acumulado nos tecidos ou seja, em inchaço (edema), ao invés de converter-se em urina. Portanto, você deve obedecer aos limites de ingestão diária de líquidos recomendados pelo seu médico para que os inchaços não apareçam.

Extraído do site: www.hipertensaoarterial.com.br

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

INSUFICIÊNCIA RENAL

O que é Insuficiência Renal?

A insuficiência renal é a perda maior ou menor da função renal, sendo assim, é a alteração da função dos rins na qual esses órgãos são incapazes de excretar as substâncias tóxicas do organismo de forma adequada.
As causas da insuficiência renal são muitas, algumas das quais acarretam uma diminuição rápida da função renal (insuficiência renal aguda), enquanto outras acarretam uma diminuição gradual da função renal (insuficiência renal crônica).

Insuficiência Renal Aguda


A insuficiência renal aguda (IRA) é definida como uma síndrome caracterizada pela perda da função renal durante um período de horas ou dias resultando na incapacidade de manter a homeostase de eletrólitos e fluídos corporais e de excretar escórias nitrogenadas, ou seja, é a diminuição rápida da capacidade dos rins de eliminar as substâncias tóxicas presentes no sangue, acarretando um acúmulo de produtos da degradação metabólica (p.ex., uréia) no sangue.
Pode ocorrer em decorrência de qualquer condição que diminua o suprimento sangüíneo aos rins, que obstrua o fluxo de urina após ela ter deixado os rins ou que lese os rins. As substâncias tóxicas podem lesar os rins, sendo elas: medicamentos/drogas, venenos, cristais precipitados na urina e anticorpos que reagem contra os rins.
A falta abrupta e intensa de água (desidratação severa), a perda repentina de sangue (hemorragias) ou do plasma (queimaduras) faz com que não haja formação de urina (anúria) ou somente de pequenas quantidades de urina por dia (oligúria). A perda de água, sangue ou plasma são as principais causas de insuficiência renal aguda, provocadas por falta de volume do líquido circulante.
Os sintomas dependem da gravidade da insuficiência renal, de sua velocidade de progressão e de sua causa básica. A condição que acarreta a lesão renal, freqüentemente produz sintomas graves não relacionados aos rins. Por exemplo, febre alta, choque, insuficiência cardíaca e insuficiência hepática.


Principais Causas de Insuficiência Renal Aguda
Problema
Possíveis Causas




Suprimento sanguíneo insuficiente aos rins

• Sangue insuficiente devido a uma perda de sangue, à desidratação ou a uma lesão física que obstrui os vasos sangüíneos
• O bombeamento cardíaco é muito fraco (insuficiência cardíaca)
• Pressão arterial extremamente baixa (choque)
•Insuficiência hepática

Obstrução do fluxo urinário
• Próstata aumentada de tamanho
• Tumor comprimindo o trato urinário




Lesões no interior do rim
• Reações alérgicas (p.ex., contrastes utilizados em estudos radiográficos);
• Substâncias tóxicas;
• Distúrbios que afetam as unidades de filtração (néfrons)dos rins;
• Artérias ou veias obstruídas no interior dos rins;
•Cristais, proteínas ou outras substâncias nos rins.


O diagnóstico é feito através da diminuição do volume urinário, do aumento da concentração da creatinina e uréia no sangue é possível diagnosticar algum tipo de insuficiência renal. A creatinina e a uréia são eliminadas pelos rins. No exame físico só é possível diagnosticar aumento ou dor nos rins.
Os exames de raio x, ultra-sonografia e tomografia também são necessários para um diagnostico completo.
Para um tratamento com reversão da insulficiência renal aguda consiste em uma redução de líquidos e o consumo de substâncias excretadas pelos rins. Quando o quadro se torna grave é necessário a diálise para controlar os sintomas da insuficiência e a diminuição das taxas elevadas de uréia no sangue e ajudar os rins ao funcionamento normal,caso não haja a reversão do quadro o paciente permanece em hemodialise até um possivel transplante que por sua vez também é um tratamento.


Insuficiência Renal Crônica

A IRC consiste em lesão renal e geralmente perda progressiva e irreversível da função dos rins. Atualmente ela é definida pela presença de algum tipo de lesão renal mantida há pelo menos três meses com ou sem redução da função de filtração. Uma das causas da doença é a hipertensão arterial, obstrução do trato urinário, glomerulonefrite, alterações renais (rim policístico), diabetes mellitus e distúrbios auto-imunes (lúpus eritematoso sistêmico). E para prevenir é necessário que mantenha a pressão arterial controlada, reduza a ingestão de sal e de potássio, mantenha os níveis de glicose sob controle(se diabético), evite o uso de antiinflamatórios e moderar o consumo de proteína animal (carnes, ovos e leites e derivados).
A maioria das pessoas não sabe que tem esta doença porque ela não costuma ocasionar sintomas, mas quando apresenta um dos sintomas são fraqueza, cansaço, inchaço em rosto, pés ou pernas, dificuldades para urinar, urinar com espuma, urina com alterações na sua cor (escura ou avermelhada) e aumento ou diminuição da quantidade de urina. A doença nas suas fases iniciais podem ajudar a prevenir que a doença progrida para fases mais avançadas (inclusive com a necessidade de tratamento com hemodiálise ou transplante de rim).
A insuficiência renal crônica diagnostica-se por meio de uma análise de sangue. O volume de urina tende a permanecer estável, geralmente de 1 a 4 litros diários, independentemente da quantidade de líquidos consumidos. Em geral, o indivíduo tem uma anemia moderada. As análises de urina podem detectar muitas alterações, tanto nas células como na concentração de sais.

Como a Insuficiência Renal Crônica Afeta o Sangue

• Aumento das concentrações de uréia e de creatinina
• Anemia
• Aumento da acidez do sangue (acidose)
• Diminuição da concentração de cálcio
• Aumento da concentração de fosfato
• Aumento da concentração de paratôrmonio
• Diminuição da concentração de vitamina D
• Concentração de potássio normal ou discretamente aumentada


Geralmente a IRC piora independentemente do tratamento e, quando não tratada, é fatal. A diálise ou o transplante renal podem salvar a vida do paciente, quando os tratamentos iniciais da insuficiência renal deixam de ser eficazes, o médico deve aventar a instituição da diálise prolongada.
A produção de hormônios está intimamente relacionada com a função renal. Quando tem alteração na função renal terá conseqüências na reabsorção e excreção de hormônios. As alterações hormonais de maior relevância tanto na IRC como na IRA são em relação à anemia, a vitamina D, o paratormônio, aos hormônios da tireóide, aos hormônios sexuais e a insulina. As alterações endocrinológicas na insuficiência renal são extensas, contudo, se o paciente se submete a um transplante, boa parte das taxas de hormônio voltam ao normal.

Extraído dos sites: http://www.abcdasaude.com.br e http://www.mdsaude.com